Uma em cada duas faturas em França é paga fora do prazo acordado

De acordo com o Barómetro de Práticas de Pagamento elaborado pela Crédito y Caución, apenas 3% das empresas francesas não sofreram alterações nas suas estruturas de custos devido à inflação.

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De acordo com o Barómetro de Práticas de Pagamento 2023 elaborado pela Crédito y Caución, apenas 55% das faturas nas transações entre empresas são pagas na Suécia dentro do prazo acordado. Essa taxa reflete um agravamento significativa de 30 pontos percentuais em relação aos 85% de há um ano. 42% do crédito comercial que os fornecedores concedem aos seus clientes quando cobram pelos seus produtos e serviços no mercado sueco são pagos com atraso e 3% resultam em incumprimentos.

No último ano, 54% das vendas entre empresas na Suécia foram feitas a crédito. Apesar de este valor representar uma forte tendência de queda, a negociação de crédito ainda desempenha um papel crucial no mercado sueco, como comprova o alargamento dos prazos de pagamento, que se situam agora numa média de 31 dias a partir da faturação, face a 20 no ano passado“, explica o relatório.

Para proteger a empresa da falta de liquidez e evitar o risco de ficar sem caixa devido a atrasos nos pagamentos, 61% das empresas aumentaram o tempo e os recursos que dedicam à cobrança de faturas não pagas, 55% reforçaram os seus processos internos de controlo de crédito, 37% procuraram financiamento externo, 27% atrasaram os seus investimentos e 26% atrasaram o pagamento das suas próprias faturas, transmitindo os problemas de incumprimento pela cadeia de abastecimento.

Nos últimos meses, 39% das empresas suecas registaram um aumento nos prazos de pagamento dos seus clientes, bem acima dos escassos 7% que registaram uma diminuição. Até ao final de 2023, 49% das empresas suecas preveem crescimento nos seus negócios e 42% esperam poder expandir as suas margens. 35% antecipam uma melhoria nas práticas de pagamento dos seus clientes, bem acima dos 10% que esperam uma deterioração.

A evolução dos preços teve um forte impacto no tecido produtivo sueco. Apenas 1% das empresas não sofreram alterações na sua estrutura de custos devido à inflação. O principal impacto foi nos custos de armazenamento e manutenção de inventários (para 46% das empresas), seguido pelos custos de produção (22%), queda na procura dos seus produtos e serviços (15%), custos financeiros (9%) e custos de mão de obra (7%).