O Banco Popular da China fixou esta sexta-feira o câmbio oficial em 7,0136 yuans por dólar. Em uma semana depreciou o valor oficial do yuan em 1,7% . Investidores temem que a China proceda a uma depreciação lenta, mas contínua, tal como aconteceu em 2015, quando a moeda chinesa se desvalorizou 6% face ao dólar ao longo do ano.

O Banco Popular da China (PBOC, no acrónimo em inglês usado internacionalmente) voltou a mexer esta sexta-feira no câmbio oficial depreciando, de novo, o yuan, a moeda chinesa, em relação ao dólar.

Depois de na quinta-feira ter, pela primeira vez em onze anos, fixado o câmbio da moeda chinesa ligeiramente acima de 7 yuans por dólar, esta sexta-feira subiu o ponto médio para 7,0136 yuans. Este câmbio permite uma vaiação diária de 2% nos dois sentidos.

Em relação ao câmbio oficial fixado a 2 de agosto, antes do PBOC ter iniciado o atual processo de depreciação do yuan, a nova taxa de referência representa uma desvalorização de 1,7% da moeda chinesa em relação ao dólar. Na sexta-feira passada, a taxa oficial era de 6,8996 yuans.

No mercado, o yuan desvalorizou-se ligeiramente, com o dólar a subir de 7,045 yuans no fecho de quinta-feira para 7,051 agora. Apesar desta subida, o dólar ainda está abaixo do máximo de onze anos de 7,0683 registado a 7 de agosto.

O analista de mercados Marc Chandler disse ao Expresso que a depreciação da moeda chinesa poderá levar a um câmbio de 7,15 yuans. Uma simulação feita pelo Institute of International Finance aponta para uma subida até 7,3 yuans por dólar após o efeito da entrada em vigor a partir de 1 de setembro da taxa alfandegária norte-americana de 10% sobre 300 mil milhões de dólares de importações vindas da China.

Se esta depreciação gradual do yuan se continuar a verificar, poderão confirmar-se os temores dos investidores internacionais de que a China pode estar a repetir o processo de desvalorização lenta da sua moeda que operou em 2015. Nesse ano, o dólar saltou de 6,12 para 6,49 yuans, uma apreciação de 6%.

Fonte: Expresso