O ‘motor’ da zona euro vai crescer em 2019 a um ritmo quase quatro vezes inferior ao da economia portuguesa. O governo alemão confirmou esta quarta-feira a revisão da previsão de crescimento de 1% para metade. Exportações vão crescer menos do que as importações.

Berlim confirmou esta quarta-feira que a previsão de crescimento da economia alemã para 2019 foi cortada para metade. A taxa de crescimento este ano deverá descer para 0,5%, depois de uma previsão de 1,8% avançada no ano passado e de 1% na revisão em baixa feita em Janeiro. É o pior ritmo de crescimento anual desde a crise de 2009.

É a previsão mais pessimista entre as já divulgadas por organizações internacionais e pelos próprios institutos de investigação económica do país. Em Março, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontava para 0,7% em 2019. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou a Alemanha na lista das “preocupações” para este ano, avançando com uma previsão de 0,8%, similar à publicada pelos institutos alemães de investigação económica.

Depois de Itália, que deverá crescer marginalmente ou mesmo estagnar este ano, o desempenho da Alemanha, considerada o ‘motor’ da região da moeda única, é o mais fraco da zona euro e fica a menos de metade da previsão (1,1%) do Banco Central Europeu para o crescimento do conjunto da zona euro. O crescimento da economia portuguesa, depois da revisão em baixa anunciada esta semana por Mário Centeno, deverá ser de 1,9% este ano.

O governo alemão adianta que a revisão brutal em baixa é motivada pelo impacto da guerra comercial e pela incerteza sobre o desfecho do Brexit até final do ano. Berlim prevê, no entanto, que, em 2020, o crescimento acelere para 1,5%, acima das previsões da OCDE que apontam para 1,1%, e do FMI que avançou com 1,4%.

As previsões de Berlim apontam para uma desaceleração no crescimento das exportações, com um crescimento anual de 2% em 2019 e 1,8% no ano seguinte. No entanto, nas importações prevê-se uma aceleração do crescimento, com 3,8% em 2019 e 4% em 2020.

Fonte: Expresso