Cerca de 3,7 mil milhões de euros em crédito à habitação deixam de estar protegidos por moratórias no fim do mês

Menos de 9% dos particulares com empréstimos à banca têm moratórias. Uma parcela vai voltar a pagar prestações já em abril
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Um conjunto de contratos de crédito à habitação no valor aproximado de 3,7 mil milhões de euros vai, no fim de março, deixar de estar protegido por moratórias disponibilizadas no ano passado. A retoma dos pagamentos regulares para os restantes contratos de crédito à habitação com prestações congeladas, de 13,4 mil milhões de euros, só acontecerá em setembro.

Os créditos à habitação que agora deixam de estar protegidos são aqueles que se enquadram na moratória privada, cujos termos foram definidos pela Associação Portuguesa de Bancos (APB). A moratória legal, com um enquadramento estabelecido pelo Governo, estende-se até setembro, pelo que só aí se colocará a mesma questão para os restantes 13,4 mil milhões de euros em crédito à habitação.

Os dados foram revelados esta quarta-feira, 24 de março, pelo Banco de Portugal, que passará agora a divulgar mensalmente o volume de créditos concedidos pelos bancos nacionais sob moratória.

As moratórias em crédito à habitação são as mais relevantes nos empréstimos pedidos por particulares. Ao todo, os particulares pediram moratórias nos seus créditos, entre habitação e consumo, avaliados em 20 mil milhões de euros. Nos empréstimos ao consumo, aqueles que estão consagrados sob a moratória privada ficam sem proteção em junho; os que estão sob a moratória legal (que permitia, por exemplo, créditos para fins de educação) seguem até setembro. Neste caso, o supervisor não tem dados desagregados.

Ao todo, havia, em janeiro, 408 mil clientes particulares com moratórias (303 mil no caso de crédito à habitação), que representam 8,8% do total de devedores.

Já as moratórias nos créditos a empresas são mais expressivas do que nos particulares, de 24 mil milhões, havendo depois uma ligeira parcela a outras entidades (financeiras ou outros). No final de janeiro, havia um total de créditos de 45,7 mil milhões de euros sob moratória, independentemente do segmento.

Estes são os valores dos empréstimos à data do fim de janeiro, pelo que pode haver ainda variações face aos montantes que se verifiquem efetivamente no fim deste mês.

Fonte: Expresso

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