A economia mundial prepara-se para a pior recessão em quase 40 anos

Os ajustamentos perante os confinamentos e o desenvolvimento de uma vacina vão determinar a duração da recessão

Seguro de Créditos - A economia mundial prepara-se para a pior recessão em quase 40 anos

Além dos efeitos dolorosos do Covid-19 nas pessoas e nas famílias, prevê-se que o seu impacto na economia global gere a maior recessão desde 1980. Praticamente todos os países do mundo vão ter um crescimento negativo em 2020. A recessão está a afetar as cadeias de fornecimento e a Crédito y Caución prevê que o comércio mundial sofra uma redução de 15% este ano, o que significará uma forte queda na série histórica. Uma sólida recuperação económica em 2021 continua a ser possível. No entanto, o ritmo dessa recuperação permanece incerto e depende do levantamento das medidas de confinamento. O custo económico desta recessão será elevado, dado o seu impacto no mercado de trabalho, nas falências de empresas e na situação fiscal dos países. Os governos de todo o mundo estão a aplicar pacotes fiscais de grande envergadura e uma política monetária flexível para tentar mitigar os efeitos desta recessão.

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É esperado que as economias avançadas sejam mais afetadas pela recessão, com uma queda acumulada no PIB de 6,6%. O Reino Unido, já sobrecarregado pela saída da União Europeia, enfrenta uma queda de 10,8%. Não se prevê que o desempenho da zona euro seja muito melhor, com um declínio esperado do PIB de 8,0%. Os Estados Unidos e o Japão irão registar quedas ligeiramente menos pronunciadas de 6,1% e 6,0%, respetivamente.

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O crescimento nos mercados emergentes também irá cair acentuadamente. O rápido aumento da propagação do coronavírus ocorrido recentemente em algumas das maiores economias emergentes significa que as previsões podem piorar nos próximos meses. A China pode ser a única grande economia capaz de evitar a recessão este ano. No entanto, o crescimento esperado é tão baixo que poderia unir-se ao resto do mundo num crescimento negativo. A Rússia, atingida pelo Covid-19 a meio a uma guerra de preços com a Arábia Saudita, está a ser severamente afetada pelos baixos preços do petróleo, a sua principal fonte de receitas e pelos confinamentos que estão a provocar uma queda na procura. Esta combinação de fatores reduziu as suas previsões de crescimento do PIB para -6,2%. O Brasil reagiu ao Covid-19 muito tarde e agora está a viver o mais rápido aumento de contágios entre todos os países do mundo. As perspetivas económicas não são melhores e prevê-se que o seu PIB diminua 7,5%. O México está a viver uma queda significativa na procura por parte dos seus principais parceiros exportadores nos Estados Unidos e no Canadá.

O nosso cenário principal para a elaboração destas previsões assume que será desenvolvida uma vacina ou que as economias mundiais se irão adaptar à nova norma de distanciamento social de uma maneira economicamente viável. Com essas premissas, antecipamos um retorno ao crescimento do PIB em 2021, mas com um crescimento que será mais suave do que o declínio anterior. Se nenhum destes dois pressupostos se cumprir, as perspetivas serão menos positivas.

Andreas Tesch, Chief Market Officer de Atradius refere: “Os confinamentos em todo o mundo, embora necessários, tiveram um impacto tremendo na economia mundial. No entanto, se forem eficazes e bem-sucedidos, permitirão voltar a crescer mais rapidamente. Durante este período único, uma atenção detalhada à gestão de crédito é essencial para o sucesso“.

Fonte: Cyc

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